NTT DATA Insurtech Global Outlook 2026 | NTT DATA

qui, 24 setembro 2026

NTT DATA Insurtech Global Outlook 2026: setor de seguros chega a um ponto de inflexão diante de riscos que avançam mais rápido que a resiliência

  • Os riscos cibernéticos são hoje a principal fonte de risco sem cobertura securitária, com perdas projetadas em mais de US$ 700 bilhões até 2030
  • IPOs do setor de seguros nos Estados Unidos atingem o maior nível em 20 anos, enquanto o financiamento por dívida supera a captação via equity
  • Seguradoras enfrentam dificuldades para escalar soluções de IA, apesar da adoção dessas ferramentas pelos colaboradores

A NTT DATA anunciou a publicação de seu mais recente relatório, o Insurtech Global Outlook 2026. O estudo aponta que o setor de seguros chegou a um ponto de inflexão estrutural diante do aumento das perdas sem cobertura securitária e dos sinistros de responsabilidade civil. A mensagem do relatório é clara: os riscos estão se intensificando, e não agir deixou de ser uma opção.

Segundo o relatório, a cibersegurança é hoje o principal risco no segmento de seguros empresariais, e as perdas sem cobertura associadas a esse risco devem saltar de US$ 171 bilhões em 2023 para mais de US$ 700 bilhões até 2030. Ao mesmo tempo, as perdas sem cobertura associadas a riscos climáticos, como eventos meteorológicos extremos, enchentes e incêndios florestais, já somam US$ 180 bilhões, enquanto os sinistros de responsabilidade civil aumentaram 57%.

Em um mercado cada vez mais volátil, operações AI-native e baseadas em Agentic AI podem proporcionar às seguradoras uma redução de custos de até 35% por meio da automação e da otimização de processos. A adoção em escala, porém, ainda enfrenta um gargalo. Apenas 22% das seguradoras conseguiram implementar soluções de IA em escala em ambientes de produção, embora 66% dos profissionais do setor já tenham adotado ferramentas de IA. Os principais obstáculos não são tecnológicos; estão ligados à confiança, à governança e a modelos operacionais que não foram concebidos para a IA.

A diferença entre a velocidade com que os riscos evoluem e a capacidade das organizações de se protegerem representa um dos grandes desafios do setor de seguros. A inteligência artificial abre uma oportunidade para evoluir de modelos reativos para operações mais preditivas e preventivas, mas o verdadeiro diferencial estará na capacidade de escalar a IA de forma responsável e transformá-la em melhores decisões, maior resiliência e mais valor para o cliente Além disso, o relatório mostra que os IPOs do setor de seguros nos Estados Unidos atingiram o maior nível em 20 anos. As startups também estão recorrendo mais ao financiamento por dívida, que já soma US$ 9,5 bilhões e supera a captação via equity.

Para ajudar as seguradoras a enfrentar esses desafios, o relatório destaca quatro conclusões principais e oferece orientações práticas para aproveitar as oportunidades:

  • Reforçar a resiliência dos modelos operacionais: à medida que os riscos crescem mais rápido que a capacidade de cobertura do mercado segurador, as seguradoras precisam substituir uma abordagem reativa, centrada no pagamento de indenizações, por um modelo de detecção contínua de riscos, tomada de decisão e prevenção com uso de dados, IA e simulação.
  • Implementar IA responsável em escala: para ampliar a adoção, operações AI-native e baseadas em Agentic AI precisam incorporar, desde o início, explicabilidade, conformidade e responsabilidade humana.
  • Oferecer experiências AI-native ao cliente, com empatia e foco na prevenção: a hiperpersonalização cresce a uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) superior a 35%, e 67% dos empregadores estão ampliando os investimentos em prevenção, refletindo a demanda por experiências de seguro mais empáticas e voltadas à prevenção.
  • Gerar valor por meio de ecossistemas: ecossistemas de parceiros, apoiados por padrões abertos e infraestrutura preparada para atender às exigências regulatórias, são fundamentais para impulsionar o crescimento. O mercado de seguros embarcados superou US$ 116 bilhões em 2025.

“O setor de seguros está enfrentando mudanças estruturais em um cenário de volatilidade e incerteza jamais visto no mercado. Ao mesmo tempo, há oportunidades para que as seguradoras adotem soluções baseadas em IA e fortaleçam a confiança e a resiliência”, afirmou Bruno Abril, Global Head of Insurance da NTT DATA, Inc. “Neste relatório, identificamos as principais mudanças que estão transformando o setor de seguros em 2026 e, a partir delas, definimos prioridades de ação que podem ajudar as seguradoras a gerar valor de longo prazo para seus negócios, seus clientes e a sociedade.”

“A diferença entre a velocidade com que os riscos aumentam e a capacidade das organizações de se protegerem é um dos grandes desafios do setor de seguros. A inteligência artificial abre uma oportunidade para o setor evoluir de modelos reativos para operações mais preditivas e preventivas, mas o verdadeiro diferencial estará na capacidade de escalar a IA de forma responsável e transformá-la em melhores decisões, maior resiliência e mais valor para o cliente”, concluiu Inês Eusébio, Head of Insurance & Private Healthcare in Iberia, Benelux, France & Latin America da NTT DATA.

Sobre o relatório

O Insurtech Global Outlook 2026 foi elaborado com base na análise de dados do setor, tendências de mercado e indicadores de risco de importantes fontes globais, incluindo informações divulgadas por seguradoras, pesquisas de terceiros e análises da NTT DATA. O estudo abrange o período de 2023 a 2025. Para ler o relatório completo, acesse: Insurtech Global Outlook