A NTT DATA juntamente com a CIONET, a comunidade global de líderes digitais e executivos de TI, anuncia o lançamento do relatório “Observatório de Agentic AI na Espanha e na Ibero-América -2026”. O estudo analisa o estado da adoção da Agentic AI na região, incluindo níveis de implementação, investimento, impacto nos processos e grau de maturidade tecnológica.
Segundo o relatório, estamos em um ponto de inflexão: embora essa tecnologia já esteja gerando valor, ela ainda não se traduziu em uma vantagem competitiva sustentável. Se 2025 foi o ano da exploração, 2026 será decisivo para consolidar a estratégia e a arquitetura tecnológica, enquanto 2027 marcará o início da fase de escalabilidade competitiva.
Os resultados mostram que a AI conquistou um espaço relevante nas agendas corporativas, gerando benefícios tangíveis em áreas como TI, back office e operações, onde acelera processos (28,5%), melhora a experiência dos colaboradores (20,7%) e reduz custos (19,7%).
A janela de oportunidade é ampla: 59,2% das organizações encontram-se na fase de pilotos dispersos; destas, 47,7% esperam consolidá-los em programas estratégicos nos próximos 12 meses e 33,1% pretendem escalá-los para toda a organização. Em contraste, apenas 3,8% alcançaram uma implementação em escala industrial.
A adoção continua concentrada em iniciativas de baixo risco: 43,8% impulsionam casos de uso isolados em áreas específicas, enquanto 39,2% implementam ferramentas horizontais de produtividade, como copilotos. Apenas 16,9% estão redesenhando processos de ponta a ponta por meio de agentes autônomos.
Também existe uma importante margem de crescimento em termos de maturidade: 87,7% das organizações permanecem em fase de experimentação, seja com agentes especializados (57,7%) ou com copilotos e chatbots básicos (30%). Apenas 12,3% começaram a construir arquiteturas orquestradas de agentes interoperáveis.
Em relação às barreiras, 40% identificam como principal desafio a dificuldade de construir casos de negócio com impacto econômico mensurável, à frente da falta de conhecimento (25%) e da incerteza regulatória (9%). Soma-se a isso uma lacuna de alinhamento estratégico: mais de 50% das iniciativas apresentam alinhamento fraco ou fragmentado com os objetivos corporativos, enquanto mais de 20% estão diretamente desconectadas deles.
Sob a perspectiva organizacional, a maioria das empresas ainda não adaptou suas estruturas, cultura ou modelos de governança para aproveitar plenamente essa tecnologia. 80,8% não possuem mecanismos operacionais para controlar a autonomia dos agentes e apenas 6,9% contam com uma estrutura avançada de governança. A capacitação também continua limitada: 67% das organizações treinaram menos de 30% de sua força de trabalho em inteligência artificial.
Outros destaques do estudo
- A liderança dos projetos de Agentic AI está principalmente sob responsabilidade dos CIOs (40,1%), que também lideram as atividades de supervisão (36,5%).
- A gestão da mudança está estruturada em apenas 52,3% dos casos, enquanto 23,1% relatam uma adoção espontânea, sem uma estrutura formal.
- Os riscos mais percebidos são segurança (27%), regulamentação (23%) e questões éticas e vieses (18,2%).
- 52,5% já experimentaram agentes analíticos de Nível 1 (coleta de informações e geração de insights), percentual que cai para 30,4% no caso dos agentes de Nível 2 (capazes de executar mudanças calculadas), 16% para agentes de Nível 3 (ação independente em ambientes digitais) e 1,1% para agentes de Nível 4 (agentes físicos).
O relatório, baseado em entrevistas com 130 organizações da Espanha e da Ibero-América, está estruturado em onze áreas temáticas que abrangem dimensões estratégicas, operacionais, organizacionais e tecnológicas, incluindo liderança, casos de uso, modelos de entrega, governança, arquitetura, dados e impacto esperado.
“A Agentic AI já não é uma tendência marginal nem um experimento isolado, mas ainda não se tornou um pilar estrutural da estratégia corporativa nem uma plataforma organizacional totalmente integrada. O verdadeiro desafio consiste em incorporá-la à forma como as organizações pensam, decidem e operam”, afirmou Manel Martorana, Head of Digital Technology Iberia, IO, LATAM & Consulting in Benelux and France da NTT DATA. “Permanecer na fase de experimentação durante 2026 pode gerar uma desvantagem estrutural irreversível para 2027 e 2028”, acrescentou.
Por sua vez, Bruno Méndez, CEO da CIONET Espanha e da CIONET Ibero-América, destacou:
“A Ibero-América não enfrenta um problema de acesso à tecnologia de IA. O desafio está na liderança executiva, no investimento em pessoas e na governança. A diferenciação competitiva não dependerá de quem experimenta primeiro, mas de quem consegue transformar a exploração em uma arquitetura organizacional sustentável, o debate em decisões formais de governança e os pilotos em plataformas estruturadas de agentes. A lacuna emergente é uma lacuna de liderança e governança e ela está sendo definida agora.”
A NTT DATA posiciona-se como um parceiro estratégico fundamental para apoiar as organizações nessa jornada. Sua proposta de valor combina capacidades em estratégia, arquitetura tecnológica, gestão da mudança e governança de IA, permitindo que as empresas transformem a experimentação em impacto real e sustentável e reduzam a distância entre o potencial da Agentic AI e os resultados de negócio.