Princípios de acessibilidade digital | NTT DATA

19 05 2022 - 6.01

Princípios de acessibilidade digital

Há dez anos, a terceira quinta-feira do mês de maio tem um significado especial: é quando comemoramos o “Dia global de conscientização sobre acessibilidade”

Há dez anos, a terceira quinta-feira do mês de maio tem um significado especial: é quando comemoramos o GAAD “Dia global de conscientização sobre acessibilidade”. Esse dia tem como propósito a reflexão, discussão e aprendizado sobre acessibilidade. 

Para celebrarmos a data, vamos conhecer três dos princípios que direcionam a acessibilidade na NTT Data Brasil:

1. Acessibilidade é para todas as pessoas
2. O desenho universal é a melhor opção
3. Acessibilidade é estratégia financeira

Acessibilidade é para todas as pessoas
 
Em algum momento todas as pessoas precisarão de acessibilidade, seja alguns momentos, dias ou em definitivo.

Nosso viés nos leva a pensar que somente pessoas com deficiência precisam de acessibilidade. De fato, são as que mais se beneficiam. Sem acessibilidade, o que para uns se torna difícil pode se tornar impossível para quem tem deficiência. Mas o foco de aplicação da acessibilidade não é visando uma ou outra deficiência, e sim as necessidades que qualquer pessoa possa vir a ter. 

Exemplos:

Vamos pensar em três pessoas: uma que está com uma mão ocupada por sacolas; outra com a mão enfaixada; e uma terceira que tem uma das mãos amputadas. Todas elas terão de usar o smartphone com uma só mão.

Agora, pensemos numa pessoa que precisa assistir um vídeo em um ambiente barulhento, e outra com deficiência auditiva: as duas terão a mesma necessidade de habilitar as legendas para ter acesso ao conteúdo.

Poderíamos citar vários outros exemplos, um deles é a velhice pois muitas vezes vem acompanhada da perda da visão, a audição e/ou coordenação motora. E a acessibilidade também as beneficiará hoje, e nós no futuro.

Em todos os casos, a acessibilidade será fundamental para um ganho de qualidade de vida.

 

O desenho universal é sempre a melhor opção

Algo que nos incomoda é a possibilidade de sites e aplicativos criarem versões alternativas para serem acessíveis. Além de demandar considerável esforço, pois precisam ter o mesmo conteúdo, funcionalidades e atualizações para estar de acordo com as normas, passam a mensagem de segregação de clientes.
 
Fazendo uma analogia com uma loja física, seria similar a possuir duas lojas vizinhas da mesma marca, mas as pessoas que precisam de acessibilidade somente pode comprar em uma delas.
As diretrizes abrem a possibilidade de se ter uma versão alternativa. Porém, se aplica onde a tecnologia usada não oferece suporte à tecnologia assistiva; por motivos judiciais o conteúdo não pode ser modificado; ou a versão acessível será a padrão. E, mesmo assim, temos a nota que é sempre preferível que não se use essa “alternativa”.

Outro ponto a ser considerado está relacionado a ferramentas que prometem tornar uma aplicação acessível com o acionar de um botão. De igual forma está-se criando uma versão alternativa; afinal, esse usuário precisará adicionar passos a sua experiência, que muitas vezes não torna acessível por completo. Voltando à analogia, agora o cliente pode entrar em ambas as lojas, mas para entrar em uma delas vai precisar usar trajes especiais, mostrando que é uma pessoa com necessidades específicas.

 

Acessibilidade é estratégia financeira

Acessibilidade digital para uma empresa não é só responsabilidade social, meta de ESG ou “algo a mais”: é uma oportunidade ou prejuízo.

Há diversas razões para olharmos como oportunidade:

1. Aproximadamente 1,8 bilhão de pessoas no mundo e 17,3 milhões de brasileiros são pessoas com deficiência.
2. Há 30,2 milhões de idosos no Brasil – e, no futuro, a população envelhecerá ainda mais.
3. Quase 3,5 bilhões de pessoas no mundo que são amigas ou familiares de pessoas com deficiência, podendo ser diretamente influenciadas.
4. Melhora considerável na experiência de todos os usuários, independente de necessidade específica.
Por esses dados é possível entendermos o tamanho do mercado que pode ser potencializado, principalmente considerando que hoje ainda é uma área pouco explorada. Quase toda empresa que adota as práticas de acessibilidade se torna pioneira em sua área de atuação.

Se olharmos acessibilidade como prejuízo:

1. Riscos legais de multas e até sansões em outros países.
2. Propaganda detratora em redes sociais e na grande mídia. Resultado final: exposição negativa.
3. Desalinhamento com as tendências de ESG e responsabilidade social.
4. Perda da diversidade como vantagem competitiva.
Ou seja, além do risco de pagar multas, a visão dos clientes e demais stakeholders sobre a marca é severamente arranhada. Basta uma história mal contada em uma rede social para o dano estar feito.

Quanto à diversidade, é comprovado que quem a implementa tem vantagens em relação a seus concorrentes. A cultura de acessibilidade, por abranger todas as etapas de um produto, pode ser uma ferramenta de ampliação das perspectivas e inclusão da diversidade como prática.

 
Conclusão

A acessibilidade é encantadora e transformadora. Abre nossas perspectivas sobre inúmeras possibilidades que até pouco tempo atrás eram invisíveis.

Os três itens abordados (acessibilidade é para todas as pessoas, o desenho universal é a melhor opção e acessibilidade é estratégia financeira) fazem parte de um grupo de princípios que direcionam nossa visão de acessibilidade. E falarmos sobre esse grupo é uma forma para aumentar a conscientização sobre o tema. 

Feliz dia global de conscientização sobre acessibilidade!
 

 

 

 


 


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