Como Migrar SQL Server para a Nuvem: Estratégias, Rehost, Replatform e Refactor | NTT DATA

qui, 05 fevereiro 2026

Como Migrar SQL Server para a Nuvem: Estratégias e Melhores Abordagens

 

De acordo com o ranking atual do DB-Engines o SQL Server é a terceira tecnologia de banco de dados mais popular no mundo. Com a crescente adoção da computação em nuvem, migrar esse ambiente tornou-se um passo estratégico para garantir escalabilidade, segurança e eficiência operacional. Mas como garantir uma transição segura, eficiente e alinhada às necessidades do negócio?

Para iniciar essa conversa, é necessário dizer que a escolha mais adequada de migração depende de três fatores: requisitos de negócio, janela de disponibilidade e custos. Esses três componentes são essenciais para definir a melhor estratégia para ir para a nuvem, pois algumas delas, como Rehost, podem acelerar a migração e, ao mesmo tempo, oferecer baixa oportunidade de otimização - o que pode impactar diretamente nos negócios da empresa.

Outras estratégias, como Replatform ou Refactor, podem proporcionar maior otimização e, ao mesmo tempo, aumentar a complexidade e reduzir a velocidade da migração. Para essas iniciativas, avaliar a viabilidade técnica é fundamental. É preciso entender, por exemplo, quais aplicações internas são candidatas ao Refactor ou se existem restrições para uso de banco de dados em plataforma, seja por questões técnicas ou certificações de fornecedores.

Diante desse cenário, a etapa de assessment se torna um aliado essencial da jornada de migração. Com uma visão completa do ambiente, é possível realizar o “right sizing” do banco de dados e ajustar os tipos e tamanhos de instâncias que atendem aos requisitos de desempenho e capacidade, com o menor custo possível. Um right sizing bem executado pode reduzir em até 75% dos custos de licenciamento e mais de 30% dos custos de computação.

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Para exemplificar ainda mais os tipos de estratégias e suas abordagens, separo em dois grandes blocos: um focado em velocidade (Rehost), e outro em otimização (Replatform ou Refactor).

 

Quando a estratégia é Rehost (IaaS), as principais abordagens são:

  • Cloud Native: Técnicas agentless ou agent-based para replicação, como Azure Migrate (Azure), MGN (AWS) ou Migrate for Compute Engine (GCP). Essa abordagem simplifica a migração com mínimo downtime e baixo risco, sem alterar características do sistema operacional ou do banco de dados.
  • Database Native: Técnicas de replicação como Log Shipping (menos comum) ou Always On Availability Group read-scale (mais utilizada em versões superiores a 2017). Essa última permite migrações cross-platform, como de SQL Server em Windows para SQL Server em Linux.

Para estratégias Replatform ou Refactor (PaaS), as abordagens incluem:

  • Cloud Native: Serviços gerenciados de replicação com baixo downtime, como Database Migration Service (Azure, AWS, GCP), utilizando CDC (Change Data Capture) para migração contínua.
  • Database Native: Métodos offline, como import database backup, bacpac ou bcp, que exigem maior downtime.
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No final do dia, o planejamento é o maior aliado. Ao entender requisitos de negócio, janela de disponibilidade e limitações de custo, é possível definir a melhor estratégia para migrar seu SQL Server para a nuvem, garantindo segurança, eficiência e otimização. Replicação Database Native (Always On read-escale) e replicação gerenciada Cloud Native são excelentes abordagens para considerar no plano estratégico, pois são métodos que garantem baixo downtime e eficiência.

Além disso, vale destacar que, independentemente da estratégia de migração, ao levar os bancos de dados para a nuvem o papel do DBA (Database Administrator) muda. Ele passa a dedicar menos tempo a tarefas rotineiras e mais a atividades estratégicas, alinhadas ao negócio e ao valor dos dados – o que gera muito mais valor para a empresa.


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